Poeta morto de todos os dias

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Caio, divago na imensidão.
Derramado em vosso encalço
O poeta se desfaz na arte da solidão.
O pó remanece sobre o pó.
Pintai-vos as paredes de formas insalubres
Com saudades trazidas ao peito
De tudo o que não vivi.
Gritai-me com desdém
Oh, poeta morto de todos os dias.
Sua alma cala as palavras,
Procurei-as em cada canto do meu ser.
Desgraçadas!
Veêm-me preenchidas com mágoas.


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