h2 class="sidebar-title">Links Teatro Eterno dos Erros: Poeta morto de todos os dias

Tuesday, June 03, 2008

Poeta morto de todos os dias


1, 2, 3...
Caio, divago na imensidão.

Derramado em vosso encalço
O poeta se desfaz na arte da solidão.
O pó remanece sobre o pó.

Pintai-vos as paredes de formas insalubres
Com saudades trazidas ao peito
De tudo o que não vivi.

Gritai-me com desdém
Oh, poeta morto de todos os dias.
Sua alma cala as palavras,
Procurei-as em cada canto do meu ser.
Desgraçadas!
Veêm-me preenchidas com mágoas.