h2 class="sidebar-title">Links Teatro Eterno dos Erros: June 2008

Monday, June 30, 2008

Aliás, não vi teu sangue


Ouça meu filho:
O filósofo morre em dias de luz.
Ele vê a si próprio em detrimento da razão.
Da sua convalescença em si,
Enfim ele se encontra.

Um gênio lírico nascido em si,
Místico,
Em um mundo de imagens e alegorias,
Objetivações diversas de mim mesmo.

As notas de um velho funeral.
Reto ao relento, desprotegido,
Ser idílico.
O quinto ato,
Três passos adiante,
Encerna-se em um resquício de amor.

Reina em minh'alma
A desilusão.
Aliás,
Não vi teu sangue.

Tuesday, June 03, 2008

Poeta morto de todos os dias


1, 2, 3...
Caio, divago na imensidão.

Derramado em vosso encalço
O poeta se desfaz na arte da solidão.
O pó remanece sobre o pó.

Pintai-vos as paredes de formas insalubres
Com saudades trazidas ao peito
De tudo o que não vivi.

Gritai-me com desdém
Oh, poeta morto de todos os dias.
Sua alma cala as palavras,
Procurei-as em cada canto do meu ser.
Desgraçadas!
Veêm-me preenchidas com mágoas.